Archive for 27 de Março de 2011

Balanço da Oficina das Ervas Comestíveis

Organizado pelo MPI, com o apoio da Associação Desportiva, Recreativa e de Melhoramentos do Avenal (Vilar – Cadaval) e da Junta de Freguesia de Vilar, realizou-se no passado domingo, dia 13 de Março, a Oficina das Ervas Comestíveis.

A participação de vários elementos da Sociedade Portuguesa de Naturalogia entre os inscritos, proporcionou um contributo muito importante pela partilha do seu conhecimento o que valorizou a actividade.

Apesar da ameaça de chuva, foi possível cumprir o programa previsto, começando com um percurso pedestre para identificação das ervas, e que revelou que basta percorrer alguns metros para se encontrarem inúmeras espécies de plantas espontâneas silvestres, vulgo ervas, comestíveis. Borragem, acelgas, mostarda negra, urtigas, labaças, saramago, tanchagem, cardos, foram algumas das ervas encontradas.

Seguiu-se o ansiado momento do almoço, cuja ementa variada surpreendeu pela positiva os participantes. Sopa de grão e cardos, sopa de urtigas, tarte de labaças, feijão branco com almeirão, feijão encarnado com funcho, esparregado do campo (confeccionado com uma mistura de ervas: malvas, acelgas, mostarda negra e labaças, para além de couve portuguesa e salsa). Os frutos silvestres e as ervas aromáticas também tiveram um lugar de destaque com o pão de bolota, a trança de alecrim, o semi-frio de amoras silvestres, entre outras propostas eco-gastronómicas que estimularam o paladar.

Depois do almoço seguiu-se um momento de partilha e de informações complementares muito estimulante e que excedeu o tema da oficina.

Longe vão os tempos na nossa região em que era uma prática vulgarizada a recolecção de ervas para consumo humano, pelo que as actuais gerações estão totalmente desligadas do conhecimento ancestral da sua utilização, no entanto são sem dúvida um património que urge explorar pelas suas qualidades nutricionais (as ervas têm em geral maior teor de nutrientes do que as plantas hortícolas), qualidades organolépticas (sabor) e sobretudo por serem uma dádiva tão generosa da Natureza, que infelizmente é desprezada e impiedosamente destruída, demasiadas vezes de forma abusiva e inadequada, pela utilização de herbicidas quer pela população quer pelas autarquias locais.

A expectativa e curiosidade das pessoas que se inscreveram era grande, e é com agrado que sentimos que a actividade as superou!

www.mpica.info

Vilar, 15 de Março de 2011

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“Taste the Waste”

“Taste the Waste” – the trailer

www.tastethewaste.com

Imagens impressionantes do desperdício de alimentos actualmente.
Vale mesmo a pena ver os 3 minutos do trailer.
Deixo-vos alguns números:
– Mais de metade dos alimentos vão para o lixo!
Na União Europeia, 3 milhões de toneladas de pão vão para o lixo!
– A comida desperdiçada na Europa e América do Norte seria suficiente para alimentar 3 vezes o n.º de pessoas com fome no mundo!

Dá que pensar no actual modelo de produção e distribuição de alimentos!!

Só com a promoção da agricultura de pequena escala, ou seja, devolver a produção de alimentos aos cidadãos (de onde aliás nunca deveria ter saido) é a única forma de haver produção de alimentos de qualidade, a defesa da agrobiodiversidade e boa parte da solução do desemprego e outros problemas sociais.

A história repete-se, mas não da mesma maneira, por isso nunca tivémos tantas oportunidades para que a vida e o trabalho do campo pudesse tão valorizado como agora, não só do ponto de vista económico (através de um sistema de preço justo à produção – mercados de proximidade, e do complemento do turismo, ou vice versa), como do ponto de vista ambiental (práticas agrícolas sustentáveis, incorporando muitas das técnicas tradicionais, mas muito mais do que isso, novas e melhores práticas agrícolas como o modo de produção biológico, biodinâmico, permacultura ou agricultura selvagem, enfim … há um mundo por explorar para além dos fertilizantes e pesticidas químicos!).

Saudações sustentáveis

Alexandra Azevedo

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